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O ego planetário e o uso da tecnologia

Quando falamos em ego, geralmente nos referimos ao nosso próprio ego ou ao ego de alguém, mas acabamos nos esquecendo que o planeta é um ser vivo, e que esse ser vivo também tem um ego. Qual o ego do planeta? O sistema. O que o ego de cada pessoa faz com ela, o sistema também faz com o planeta. É a mesma coisa. É o mesmo tipo de controle, é o mesmo tipo de egocentrismo, pensar em si e não pensar no outro.


O sistema é igual. Por exemplo, qual foi a última “novidade” do ego planetário? Ele inventou uma caixinha que, praticamente, obriga todo mundo a olhar pra baixo. E quando olhamos muito para baixo a gente tende a ficar deprimido. Repare, as pessoas deprimidas elas estão constantemente olhando para baixo. Ao contrário das pessoas que são felizes, que estão sempre olhando pro céu. Então, quando a gente fica muito tempo olhando pra baixo, nós temos a tendência de ir pouco a pouco nos deprimindo. Por isso que a gente tem nesse momento da Terra, uma geração de deprimidos, as pessoas estão, grande parte do seu tempo, olhando pra baixo.

Antigamente, íamos até um ponto de ônibus pegar um ônibus, e enquanto esperávamos, olhávamos para os lados, para o céu, para o movimento que acontece em nossa volta. Hoje, ficamos olhando pra baixo enquanto esperamos um ônibus, enquanto estamos nele, e a maior parte do nosso tempo. Essa caixinha que o sistema inventou, ela vicia. Somos todos, ou a grande maioria, viciados na caixinha. Mais do que isso, a caixinha fica perguntando o tempo todo pra você: “O que você comeu? Deixa eu ver? Qual a sua roupa? Onde você foi? Quais são seus amigos? O que você gosta? deixa eu ver o lugar que você passou suas férias?” Ou seja, vamos alimentando de informações essa caixinha, até o ponto em que ela sabe mais da nossa própria vida do que a gente mesmo. Resumindo, temos tido a falsa impressão de que usamos o celular, mas na verdade, o celular nos usa. É necessário estar atento a isso e fazer algo a respeito. Não podemos simplesmente entregar de bandeja o nosso tempo de vida pra essa caixinha. Porque é isso que o celular faz, ele tira o nosso tempo. E temos sido coniventes com isso, inconscientes do dano que isso tem nos custado a curto e longo prazo.


As coisas mais importantes que temos nessa vida são a saúde e o tempo. Estamos entregando nosso tempo e junto com isso, perdendo nossa saúde. Então, temos que dar um jeito nisso, não podemos estar passivos diante dessa situação. Realmente, é uma maneira nada inteligente de se usar os tesouros mais preciosos que nos foram dados. É necessário impor alguns limites para o uso dos celulares e da tecnologia. Impor limites é como educar. Tudo que amamos, necessita de educação. Quem ama, educa. É sobre simplesmente estabelecer regras para que a relação se desenvolva de forma harmoniosa e cresça equilibrada, sem abusos. Os limites dão uma base sólida para qualquer tipo de relação que vivenciamos nessa existência. Assim, com o celular e a tecnologia, não pode ser diferente.

Toda a tecnologia que criamos enquanto humanidade até aqui, e tudo que ela tem nos ajudado, é indiscutível. Porém, não podemos perder de vista qual é a nossa verdadeira natureza. Não podemos esquecer que fomos nós, seres vivos que são parte da própria natureza, quem criamos esse ego para que ele pudesse servir ao nosso favor. Nós criamos a tecnologia para que ela pudesse nos auxiliar, ampliar as fronteiras, conectar, acelerar processos, mas ela deve estar à nosso serviço, e não o contrário. Porém, nesse desenvolvimento exponencial que tudo têm se desenvolvido, é necessário muita atenção para que não ficamos presos a esse ego coletivo. Assim como é com nosso ego individual. Então, tem duas coisas que fazemos no Portal Parvati, que acreditamos ser ferramentas fundamentais para uma boa qualidade de vida.


A primeira é ter tempo de olhar para o céu. Fazer disso, um exercício mesmo, de olhar para o céu, ver os passarinhos, ver as árvores se mechendo com o vento, ver as nuvens passando... esse tempo que estamos olhando pro céu, estamos acionando alguns elementos dentro do nosso cérebro que nos tornam mais criativos. A nossa química cerebral se torna mais propensa a recepção de ideias e de pensamentos elevados. Podemos dizer que nos tornamos mais Deus quando olhamos para cima do que quando olhamos para baixo. Então, a ideia é ter, sempre, um pouquinho de tempo, todos os dias, para parar o que se está fazendo e olhar para cima, para o céu. É o nosso minuto de Presença. Aquele minuto em que olho para o céu, e agradeço pela minha vida. Ou agradeço qualquer outra coisa. O fato é que quanto mais olhamos para o céu, mais inspirados ficamos. Há quem diga que agradecer é uma forma de fazer a graça, descer. Olhar para o céu é, então, ver a graça, para que possamos recebê-la. Quando esquecemos algo, olhamos para o céu para lembrar. Quanto estamos felizes, olhamos para o céu. As crianças fazem isso naturalmente… “quando eu crescer, vou ser bailarina”, elas revelam sua inspiração ou seu sonho, olhando para o céu. Porque a nossa felicidade está muito ligada a este olhar pra cima. Então, todos os dias reserve, pelo menos, um minuto para olhar para o céu.


A segunda coisa fundamental, é tirar essa energia estática que o celular passa pra gente. As ondas eletromagnéticas que os aparelhos eletrônicos emitem constantemente não é percebida por nossos ouvidos comuns, mas mesmo sem estar conscientes disso, com o celular na mão ou por perto, estamos recebendo essa frequência sonora. E essa energia, que é antinatural, está emitindo constantemente um ruído que chega e é absorvido por nossos corpos, de uma forma agressiva, causando tensão. É simples, nossa essência natural vibra em uma frequência, enquanto essas ondas elétricas emitidas pelo celular, por exemplo, vibram em outra. Esse contraste é o causador de grande parte da tensão atual. Ou seja, precisamos descarregar essa energia do corpo. E fazemos isso descalçando. Isso mesmo, tirando os sapatos e colocando os pés no chão, na terra, na grama... na Mãe Terra.



Então duas coisas que fazemos para melhorar nossa relação com o uso do celular, olhar para o céu e pisar na terra. E ainda, tem uma terceira coisa que consideramos importante: desligar os eletrônicos da casa quando vamos dormir. Porque se permanecemos a noite toda com os aparelhos que emitem essas ondas, ligados, continuamos sendo bombardeados dessa energia de tensão, durante o tempo que era pra ser destinado, exclusivamente, pro nosso relaxamento e regeneração. Então se desligamos os aparelhos, temos enfim o tempo que nos desconectamos verdadeiramente dessa energia. E aí sim podemos dormir, descansar e relaxar profundamente. O que vai auxiliar significamente no abastecimento da energia vital. Essa seria então, uma terceira coisa importante a ser pensada: ficar um tempo sem a influência dessa energia. Desligar o roteador, ou pelo menos o wifi do celular durante a noite já ajuda muito, e seria naturalmente mais tranquilo já que é um horário que, de maneira geral, não temos que estar ativos resolvendo questões práticas. Mas isso pode ser feito de outras formas também, períodos de tempo, restrição de horários, retiros, etc. O mais importante é reassumir o controle diante dessa “caixinha preta”, resultante do ego coletivo, que tem nos controlado e exercido fortes influências sob nossa estrutura mental, emocional e física.


Todos os problemas resultantes dessa relação tóxica e abusiva com a tecnologia, estão começando a aparecer agora, uma geração depressiva, com fortes quadros de ansiedade, pânico e crises emocionais. Então, estejamos atentos, pois ainda há tempo para a escolha. Retornarmos ao simples e natural para estarmos conscientes e atentos à tendência de se deixar levar pelo controle do ego individual e planetário.






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