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A Importância do Ócio

A sociedade e o sistema criminalizam o ócio. Mas é no ócio que se tem o tempo e condições propícias para se olhar, se sentir e refletir. A escolha consciente de não fazer nada externamente para se aprofundar no seu interior, te traz o verdadeiro contato e desenvolvimento do autoconhecimento.

Olhando de maneira mais ampla para nossa sociedade, sabemos que o sistema capitalista e de produtividade em que vivemos, não tem interesse nenhum que todos os indivíduos tenham tempo para se autoconhecer, pois isso poderia e provavelmente geraria grandes mudanças na realidade e um maior equilíbrio e distribuição de poder. O que olhando pelos olhos do egoísmo e competição ao qual o sistema se estrutura, não é vantajoso para àqueles que detém as maiores concentrações econômicas em suas mãos. Sendo assim, esse sistema cria uma marginalização e negação do ócio. Por isso o sistema alimenta o negócio, onde o ter e fazer se tornam mais importantes do que o ser. Essa inversão de valores tem sido uma das principais causas geradoras do sofrimento excessivo das pessoas. Elas inconscientemente passam a julgar e qualificar as pessoas a partir desse ponto de vista, pelo o que elas têm, não pelo o que elas são de fato. Por exemplo, ela passa a ter mais valor aos olhos da sociedade pelo carro que ela tem, do que pela forma que ela trata o porteiro do prédio, seus colegas de trabalho ou seus familiares.


Quando entramos em um retiro como os oferecidos pelo Portal Parvati, temos essa possibilidade de nos reconhecer e viver esse estado natural do ócio ativo e consciente. Permite que tenhamos tempo para apenas sentir e observar, dando qualidade ao tempo de vida. É fundamental que tenhamos esse tempo de não fazer nada externamente, para que tenhamos o tempo adequado e totalmente liberado pra fazer tudo, internamente.


No geral, as pessoas não estão sabendo usar o ócio de maneira correta, ocupam suas mentes com coisas que gostariam de estar fazendo, mas não estão, e o mau uso acarreta em aflição, estados ansiosos e depressivos. É necessário aprender a viver o ócio consciente e dar qualidade a essa condição interna de estar em paz no não fazer. Isso torna todo o tempo da existência, incluindo o “fazer algo” um ato natural de eficiência, bem-estar e harmonia.

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